Nove meses se passaram...

sábado, 12 de agosto de 2017 Nenhum comentário
...e eu andei meio afastada aqui do blog por motivos de força maior, porém continuarei postando relatos sobre meu pós-parto pareadamente com o nosso dia a dia, crescimento e avanços da Maria Luiza, estou diariamente postando fotos dela no instagram @diariodamalua onde podem acompanhar um pouco da nossa rotina, porém quero postar muito mais coisas aqui no blog.

Então vamos ás novidades...
Maria Luiza começou com a introdução alimentar há mais ou menos 1 mês e meio, começamos com frutas duas vezes ao dia e depois mudamos para suco, almoço, lanche e jantar, entre essas refeições ela mama no peito e mama algumas vezes durante a noite, ela dorme muito bem, menos quanto está doentinha ou quando saio com ela muitas horas do dia, parece que muda toda a rotina dela e bagunça o sono, há menos de dois meses atrás ela teve bronquiolite e ficou 5 dias internada, eu fiquei internada junto, foram dias tensos, eu passei praticamente os 5 dias sem dormir, eu cochilava em pé e a cada duas horas durante o dia ou noite ela tinha que tomar inalação e lavar as narinas, então quando eu finalmente conseguia dormir entrava uma enfermeira com a inalação pronta para dar a ela, depois da alta continuei e continuo até hoje dando inalação nela pelo menos duas a três vezes do dia dependendo de como anda a respiração dela, ela já está sentando sozinha, já começou a perceber as coisas, fica um tempão olhando as mãos e mexendo os dedos, já pega as coisas e tenta roubar nossa comida, fica imitando nossos gestos, mastigando quando estamos mastigando e mostra a língua quando mostramos a língua, tudo como a médica falou que aconteceria, ela está com nove meses mas a idade corrigida é de sete, e ela está fazendo tudo que um bebê de sete meses faria, eu e o pai dela estamos muito felizes com cada avanço dela, tudo é novidade para nós e ficamos bobões e encantados com tudo que ela faz, tem sido maravilhosa essa experiência de ser pais de primeira viagem e estamos amando cada momento.

Curtindo a preguiça, pensa numa pessoinha cheia da preguiça.

Comendo sozinha, só que não rsrs, ela só consegue segurar a colher...por enquanto.

Tomando sol na calçada, vê se eu aguento essa cara sem vergonha.

A dor do pós-parto

sexta-feira, 11 de agosto de 2017 Nenhum comentário
Depois que Maria Luiza nasceu tudo foi um pouco mais complicado para mim, era como se o mundo tivesse se abrido abaixo dos meus pés, de repente me vi em um quarto de hospital, dividindo o quarto com mais 3 mulheres que tinham aos seus lados bercinhos com seus bebês, e eu ali sozinha, era alvo de olhares curiosos, talvez delas tentando entender o que houve, se talvez eu havia perdido o bebê, e aqueles olhares duraram além da minha chegada, se estenderam ás visitas delas nos dias seguintes, e assim que as 3 tiveram alta, mais 3 tomaram seus lugares começando tudo de novo, até que por fim foi minha vez de ter alta.
Nos três dias que fiquei internada no pós parto, eu ia várias vezes ao dia para a UTI ficar com minha filha, isso quando eu não estava dormindo, nunca me senti tão cansada na minha vida, ás vezes não conseguia acordar nem para me alimentar.
Minha bebê ficou em observação as primeiras 72 horas, que eram as mais arriscadas, nesse período ela não era alimentada, só entrariam com a dietinha após um certo tempo, até ai meu leite ainda não tinha aparecido, a médica disse que era normal demorar pois meu corpo não estava esperando que ele fosse nascer ainda, tive alta em um domingo e na segunda-feira cheguei bem cedo ao hospital, a médica nesse dia decidiu entrar com a dieta dela, 2 ml, tão pouquinho, fui para a sala de ordenha, foi a 1 hora mais longa da minha vida, eu mal conseguia ordenhar, mesmo com auxilio da lactaria, meu leite não saia, eu me sentia uma inútil incapaz de alimentar minha própria filha, depois de uma hora saiu algumas gotinhas, e adivinhe, apenas 2 ml foi o que consegui tirar, o suficiente para aquele momento, porém não era para todas as mamadas do dia, claro que a médica teve que introduzir uma formula, eu bem que queria poder amamenta-la desde o ínício e não entendia porque tinha mulheres que chegavam em um dia e no dia seguinte já estavam com seus bebês ao lado da incubadora amamentando, só depois de um tempo fui entender que cada bebê tem o seu tempo.

Foto do seu primeiro dia de vida, está muito borrada pois era proibido fotografar
dentro da UTI e Wellington tirou essa foto escondido das enfermeiras.

Insuficiência Istmo Cervical: Explicando o motivo do meu parto prematuro

sexta-feira, 19 de maio de 2017 Nenhum comentário
Olá pessoas, tudo bem?
hoje quero falar sobre um assunto muito importante e que poucas pessoas conhecem, para que sirva de alerta, que é o IIC (Incompetência ou Insuficiência Istmo Cervical), foi por esse motivo que minha filha nasceu de 29 semanas, porém nem eu sabia e nem os médicos descobriram durante meu pré-natal, só vim tomar conhecimento muito tempo depois.
Neste post vou colocar um texto do site BabyCenter e mais algumas coisas que andei pesquisando.
IIC não é frescura, é coisa séria. Pedindo ao seu obstetra a medição do colo do útero com 8, 12 e 20 semanas de gestação você pode evitar o parto prematuro.


O colo do útero é a parte que faz a ligação com a vagina, uma espécie de "gargalo". Quando a mulher não está grávida, o canal cervical tem um buraquinho, pelo qual passam o fluxo menstrual e o esperma. 
Durante a gravidez, forma-se um tampão de muco e secreção para fechar essa abertura, protegendo o útero de infecções.
Numa gravidez normal, o colo do útero permanece firme, comprido e fechado até as últimas semanas. 
Só então começa a amolecer, afinar ("esvaecer", no termo técnico, ou "apagar") e dilatar (abrir), preparando-se para dar passagem ao bebê no parto vaginal. 

O que significa ter insuficiência istmo-cervical?

Ter insuficiência (ou incompetência) istmo-cervical (IIC) quer dizer que seu colo do útero é mais fraco ou curto que o normal. Ele tende a dilatar e afinar sem que haja contrações ou dor, só pelo peso do bebê. 
O problema é que a dilatação pode acontecer rápido demais e o bebê nascer muito antes do tempo, ainda no segundo trimestre. 
Nessa fase da gestação, a criança tem poucas condições de sobreviver fora da barriga, e pode acontecer o chamado aborto espontâneo tardio.
Ou então o parto pode ocorrer já no terceiro trimestre, mas o bebê ainda é muito prematuro (com menos de 32 semanas de gravidez), o que pode causar problemas à saúde dele.

Como vou saber se meu colo do útero é fraco ou não?

Infelizmente, o diagnóstico não é tão simples e se baseia, principalmente, no histórico de gestações anteriores. 
Já ter sofrido aborto tardio ou parto muito prematuro, sem que houvesse outras causas, são fatores de risco. 
"Normalmente, o principal indício de insuficiência cervical é já ter tido dilatação do colo uterino sem sentir dor", explica o obstetra Marcelo Nomura, do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti (CAISM/Unicamp). 
O ideal é que depois da experiência -- e antes de engravidar de novo -- você converse com o ginecologista e investigue o problema. 
Se os riscos forem detectados antes da gravidez, será mais fácil administrar o caso e pensar em procedimentos que evitem perdas (leia o próximo item).
Caso o médico considere que você pode estar com insuficiência cervical, pode pedir mais ultrassons transvaginais desde o começo da gravidez para acompanhar o colo do útero e procurar sinais de "apagamento" (afinamento). 
Quanto mais curto estiver o colo do útero, maior é a possibilidade de haver parto prematuro ou aborto tardio, dependendo do tempo de gravidez. 
A maioria dos especialistas considera que o colo é curto quando mede, na época do ultrassom morfológico, menos de 2,5 cm, embora haja pesquisas mais antigas com referências a 2 cm. 
Mas saiba que nem toda situação de colo curto leva a um parto prematuro. E nem todo colo curto é indicação de insuficiência cervical. 
"Há graus diferentes de insuficiência cervical, assim como acontece com a insuficiência cardíaca ou respiratória", afirma o médico obstetra. 

Como agir em caso de insuficiência cervical?

Caso o médico detecte o problema, algumas providências podem ser tomadas:

*Quando a dilatação é observada no terceiro trimestre, o obstetra pode receitar injeções de corticosteroide para ajudar a amadurecer os pulmões do bebê.

*Outra medida de prevenção é a mãe ficar em repouso absoluto, deitada, para evitar que o colo do útero sofra a pressão do peso da criança. 

*Como não há comprovação científica de que repouso realmente possa ajudar, é uma medida que nem todo médico recomenda hoje em dia. Muitos profisisonais preferem aconselhar a mãe a diminuir o ritmo, não carregar peso e procurar alternar momentos de atividade com algum descanso.

*Suplementação de progesterona natural em alguns casos. A progesterona é um hormônio produzido nos ovários e que ajuda a manter a gestação até o fim.

É verdade que dá para costurar o colo do útero?

Sim. Existe um procedimento chamado cerclagem, ou ainda circlagem, que ajuda a manter o colo do útero fechado. 
É mais eficaz quando feito em mulheres que sabidamente já sofrem do problema, ou seja, que já tiveram mais de um aborto tardio ou parto prematuro sem explicação. 
Nesse caso, a cerclagem costuma ser feita entre 13 e 16 semanas, antes que as alterações no colo do útero sejam muito visíveis.
Fazer a cerclagem depois da detecção da insuficiência istmo-cervical é mais controverso. Alguns especialistas alegam que, além de poder não funcionar, o procedimento traz riscos que podem acabar provocando o próprio parto prematuro: infecção, ruptura da bolsa e irritação do útero, causando contrações. 

Como é a cerclagem? O que acontece depois?

A cerclagem é feita no hospital, com anestesia, e muitas vezes a mulher pode ir para casa no mesmo dia. Ela pode receber, pela veia, medicamentos para inibir contrações, durante algumas horas. 
O médico deve receitar repouso nos dias seguintes, e é possível que você sinta um pouco de cólica, sensação de peso na região pélvica ou tenha um leve sangramento. 
Você será acompanhada atentamente até as 36 ou 37 semanas de gravidez, quando o ponto será retirado em consultório. A partir daí, pode ficar mais tranquila para esperar o trabalho de parto começar sozinho.
Existe também um dispositivo chamado pessário, que pode ser usado junto ou em substituição à cerclagem. 
Ele pode ser de materiais e formatos diferentes, e parece ser positivo, embora ainda faltem estudos para comprovar sua eficácia.

Quem corre mais risco de ter insuficiência do colo do útero?

*São motivos para ter atenção especial ao colo uterino:

*Se você já sofreu um aborto espontâneo no segundo trimestre, ou teve um parto prematuro sem causa aparente.

*Se você já se submeteu a um procedimento para retirada de lesões pré-cancerosas no colo do útero, como a conização ou biópsia em cone.

*Se você teve alguma lesão no colo do útero num parto anterior ou numa curetagem, ou fez aborto.

*Se você tem um colo do útero anormalmente curto.

Fonte: BabyCenter




Meu parto pt.2 - O nascimento da Maria Luiza

segunda-feira, 8 de maio de 2017 Nenhum comentário
Esse post era pra ser uma parte 2 do que escrevi anterior a esse, porém achei que um vídeo seria mais dinâmico para explicar meu parto e pôs parto, então acabei gravando dois vídeos e quem quiser saber o resto da história é só dar play neles...
Perdoem meu nervosismo e não desistam de mim ;)

"Parte 1"

"Parte 2"

Meu parto pt.1 - Como descobri que estava em trabalho de parto

sábado, 1 de abril de 2017 Nenhum comentário
Olá pessoas, hoje cheguei ao momento que eu mais queria contar nesse blog, a história do meu parto, para isso teremos que voltar no dia da minha internação, a sorte é que eu tenho um probleminha chamado tirar foto de tudo, então tenho bastante registros dos dias que fiquei no hospital, vou tentar resumir o máximo possível para que esse post não fique longo e maçante de se ler, se eu perceber que ficará muito grande dividirei ele em partes, então vamos lá?

Eu não saberia bem dizer em que momento percebi que havia alguma coisa errada comigo, dizem que a mulher percebe quando o bebê vai nascer, acho que no fundo eu sentia mas não estava sabendo interpretar esses sinais que o corpo nos manda, havia quase duas semanas que eu estava com um corrimento intenso, parecia xixi, minha irmã que ficou grávida na mesma época que eu e já estava na sua segunda gestação me disse que era normal a mulher ter um corrimento na gravidez, então eu fiquei mais tranquila, no dia 21 de outubro eu fui para uma festa de aniversário de uma amiga, onde havia um ex babaca da minha irmã caçula que havia passado o dia todo me enviando mensagens ameaçando minha irmã, quando esse cara chegou na festa eu fiquei muito nervosa e acabei discutindo feio com ele, fui embora sentindo uma mal estar muito ruim, e o corrimento aumentou um pouco naquele dia, mas eu pensei que era apenas o nervosismo e fui dormir na casa da minha mãe, no sábado eu acordei muito melhor e não senti mais nenhum mal estar, o corrimento continuou como antes, no domingo meu namorado veio ficar comigo e dormiu em casa, na segunda feira acordei bem cedo pois eu tinha que ir ao médico do pré-natal levar um ecocardiograma fetal que ele havia me pedido semanas antes pois havia ouvido uma alteração nos batimentos cardíacos do bebê, minha consulta com ele seria apenas dia 4 de novembro, porém ele disse que se o resultado dos exames saíssem antes disso que eu poderia ir antes.
fui tomar banho e percebi que havia sangue na minha roupa íntima, bem pouco, mas eu já percebi ali que aquilo não era muito normal, pois eu só havia tido um sangramento parecido nas primeiras semanas de gestação, avisei sobre isso para minha mãe e meu namorado e fui para o médico, o posto onde eu fiz meu pré-natal era há 10 minutos caminhando da minha casa, porém tem uma ladeira super alta, então decidi ir de ônibus até lá, o ônibus demorou muito e estava calor no dia, comecei a sentir um mal estar e uma pequenas cólicas na barriga, mas durou bem pouco isso e logo eu não senti mais nada, o ônibus acabou vindo depois de quase uma hora esperando. Quando cheguei no posto teve mais uma confusão, eu tinha que pegar uns exames de sangue que havia feito antes de passar na consulta, a moça da recepção entendeu alguma coisa errada e demoraram para me entregar os exames, coisa que a moça da recepção faz em 5 minutos, ai uma enfermeira chama meu nome e me leva para uma sala, e pergunta quando eu ganhei o bebê, eu dei risada sem entender e disse que ainda estava grávida, a enfermeira perguntou se eu não estava ali para tirar os pontos da minha cesárea, eu disse a ela que para isso primeiro eu teria que ganhar bebê, ai expliquei que queria apenas os exames e ela entendeu a confusão da moça da recepção.

Recepção do posto no dia.
Depois disso tudo resolvido, fui para o outro lado do posto na recepção que ficava o ginecologista, informei sobre o encaixe e esperei ser chamada, incrivelmente nesse dia o lugar estava lotado de pessoas para passar em consulta, mas felizmente o Doutor não demorou muito para me chamar, entreguei os exames para ele, conversamos sobre o pré-natal, ele olhou meus exames de sangue e disse que estava tudo normal, eu tinha tido uma anemia leve no inicio da gestação e ele queria conferir se já estava melhor, o ecocardiograma do bebê também estava tudo ok, ai no fim da consulta comentei sobe o sangramento com ele, ele pediu para me examinar, no exame de toque ele fez cara de espanto e disse, você está com 4 centímetros de dilatação e sua bolsa saiu para fora nos meus dedos quando fiz o toque, eu não sabia o que dizer e só perguntei o que isso quer dizer? e ele respondeu, quer dizer que seu bebê vai nascer, lembro ainda de perguntar se era normal já que eu não estava sentindo dor e ele disse que normal não era pois eu estava de 29 semanas, não deia nascer até janeiro e ainda estávamos em outubro, eu não tinha reação, não sabia se chorrava o que fazer, decidi manter a calma, era a melhor escolha, ele chamou uma enfermeira que me levou para uma sala reservada e deu a ela as instruções de me manter deitada e não me deixar fazer movimentos bruscos, que ele ia chamar uma ambulância e disse para eu chamar um familiar.
Mandei mensagens para todos, mas só consegui falar com minha irmã caçula, essa parte da história oi meio engraçada porque teve uma super falta de comunicação, eu estava no posto do nosso bairro, Cidade São Pedro, e seria transferida para o do bairro Fazendinha e lá eu teria que aguardar vaga em algum hospital, porém minha mãe entendeu que eu estava indo para o hospital do centro de Santana de Parnaíba, ficamos meia hora esperando ela chegar no posto, lembram que eu disse no inicio do texto que o posto ficava há 10 minutos da minha casa? como minha mãe não chegava o médico disse para eu ligar e avisar que iríamos sem ela pois não podia esperar mais, no fim das contas minha irmã conseguiu falar com ela e minha mãe já estava no local certo me esperando quando cheguei, o Dr. João foi o máximo, ele largou todos os pacientes que tinha para atender para me acompanhar na ambulância.
Quando cheguei no posto da fazendinha aconteceram mais uma série de fatos complicados, mas esse assunto deixarei para o próximo post, obrigada por acompanhar e não esqueçam de deixar um comentário, beijos de luz.

Luiza

sábado, 11 de março de 2017 2 comentários
Acho que uma das maiores dúvidas de todos os pais é, que nome dar aos filhos, nós ainda não sabíamos o sexo do nosso bebê e gostávamos de vários nomes, mas nunca dos mesmos, nunca entravamos em um acordo sobre o nome que dar.
Uma vez vi alguém no facebook falar que daria ao filho o nome de Otto, me apaixonei no mesmo momento por aquele nome, Wellington gostou do nome, finalmente um nome que os dois gostavam, mas uns meses depois nos dividimos novamente quando ele surgiu com o nome Heitor, então esses dois eram os favoritos se fosse menino, já para menina eu tinha milhões de nomes na cabeça, os meus favoritos, Catarina e Hermione, mas ele logo os descartou de vez, ele gostava de Maria Eduarda, eu gostava do nome Maria, por coincidência, tanto minha mãe quanto a dele se chamam Maria, mas eu não gostava do Eduarda, mesmo assim por um tempo ficou decidido que se fosse menino seria Otto e se fosse menina seria Maria Eduarda.
Uma noite depois da aula fui dormir na casa dele e ficamos conversando por horas sobre esse assunto, e acabamos entrando no assunto de musicas que levavam nomes de mulheres, não lembro quem falou primeiro, mas eu disse que gostava do nome Luiza, e ele comentou que Tom Jobim tinha uma música com esse nome, amo Tom Jobim mas não conhecia essa música, ele colocou para tocar e naquele momento eu sabia que se fosse menina era aquele nome que eu queria, decidimos manter o Maria, e assim ficou decidido que se chamaria Maria Luiza.
Meus ultrasoon ainda não revelavam o sexo do bebê, então ainda restava a dúvida... 
OTTO ou MARIA LUIZA?


Música Luiza de Tom Jobim.

Minha gestação

quarta-feira, 8 de março de 2017 4 comentários
Minha gravidez desde o início não foi nada fácil, eu odiava estar grávida e para complicar eu tenho duas hérnias de disco, eu sentia tanta dor que mal conseguia mover minha perna esquerda, às vezes eu travava onde quer que eu me deitasse e só conseguia levantar se pudesse usar algo como alavanca ou se alguém me ajudasse, sofro de crises de refluxo de madrugada e não posso jantar porque se não eu acordo de madrugada com dores e vômitos, e na gravidez isso piorou muito, chegava a ter 3 crises por semana, não podia tomar o medicamento que usava por causa da gravidez e meu médico dizia que eu só poderia fazer o tratamento correto depois que o bebê nascesse e que conforme minha barriga fosse crescendo a tendência era piorar meu quadro médico.
Tive aaltos e baixos, eu mal saia de casa, só mesmo para ir ao médico, e comecei a ir cada vez menos para a faculdade, pois não tinha disposição e nem paciência de pegar dois ônibus por quase duas horas.
Eu reclamei muito e nunca escondi de ninguém o quanto estava descontente com isso, o que me fez ser um alvo de julgamentos, pois toda mulher deveria ser feliz e grata por gestar, infelizmente eu não me sentia assim, só chegando na 27ºsemana mais ou menos foi que eu comecei a aceitar melhor o fato de que estava grávida, e minha preocupação começou a ser o parto, eu chorava de medo a noite imaginando as piores cenas possíveis, eu olhava vídeos de partos na internet achando que isso talvez me acalmasse, e por mais que os vídeos me deixassem mais horrorizada eu não consegua parar de vê-los.
A gravidez foi um fardo para mim, mas mesmo assim desde o início eu quis ter aquele bebê, eu já o amava tanto, eu conversava e colocava música antes de dormir, ao que era sempre respondido com chutes, e eu ficava feliz toda vez que os sentia, eu tive uma montanha russa de sentimentos eu odiava estar grávida, mas amava meu bebê desde o início.

Poucos dias antes de dar  a luz.

O início de tudo - Como descobri que estava grávida

sexta-feira, 3 de março de 2017 5 comentários
Para ser fiel a esse blog e a mim mesma tenho que começa-lo contando algumas verdades.
1º Eu nunca quis ter filhos.
2º Fui casada por seis anos e fiz vários tratamentos para engravidar apenas para agradar meu ex-marido na época.
3º Aos 12 anos de idade meu médico falou para minha mãe que eu teria sérios problemas para engravidar e que talvez nunca conseguisse.
4º Aos 26 descobri que eu não ovulava por isso não engravidava.
5º Ultima verdade que nos faz voltar a primeira, por não poder engravidar e descobrir isso cedo demais nunca tive aquela neura de um dia ter que ser mãe, então esse nunca foi um ponto que dei importância na vida.

Dito isso podemos seguir ao real motivo desse blog existir... Engravidei!

Conheci o pai da minha filha em Janeiro de 2016, pasmem, pelo tinder, sim, dá para encontrar gente decente lá, começamos uma relação bacana, contei para ele minha condição e descobri que também não era uma vontade dele ser pai, o que era ótimo, poderíamos continuar uma relação sem essa cobrança.
Minha irmã do meio anunciou que estava grávida no dia 01 de abril, o que nos fez achar ser uma pegadinha por causa do dia que foi anunciada sua gravidez, depois dela afirmar que não era brincadeira, ficamos felizes, pois teríamos um novo bebê na casa.
Um mês e meio depois mais ou menos comecei a me sentir muito mal, mas nunca fui uma pessoa muito saudável, tudo levava a crer que era uma apenas uma virose, eu nem conseguia ir para a faculdade, tudo que queria era ficar deitada o dia todo, pois em pé eu sentia tonturas como se fosse desmaiar a qualquer momento, me sentia cada dia mais fraca, até que um dia minha irmã chegou em casa e perguntou se eu não estaria grávida, minha única reação foi dar risada do absurdo, pois ela havia acompanhado o meu histórico médico a vida toda e melhor que ninguém ela sabia o absurdo que estava falando, meu namorado já havia perguntado na mesma semana se eu não estava grávida porque estava um pouco inchada, mas eu nem quis pensar nisso, era impossível.
Minha irmã me obrigou a comprar um teste de farmácia e fizemos o teste na lanchonete da minha mãe, entrei no banheiro e ainda brinquei "_Não precisa mais, desceu pra mim" e logo em seguida meu riso sumiu do rosto, corri até minha irmã e perguntei já sabendo a resposta.
_Dois riscos é o que? ela respondeu que era positivo, quando a ficha caiu eu comecei a chorar, dizendo que não queria, que era impossível, que aquilo não podia estar acontecendo comigo, eu não sabia nem cuidar de mim, como cuidaria de uma criança? minha mãe ficou sem reação, ela que sempre tem tanto a dizer não falou uma palavra, estava em choque.
Mas eu ainda não estava convencida, liguei para um amigo que trabalhava em um hospital e pedi para ele marcar um exame de sangue para mim, só acreditaria depois disso, mas não teve para onde fugir, o de sangue deu positivo também, já seria apenas um bebê novo na família, mas dois.
Ai veio a parte mais difícil para mim, contar para o pai do bebê, meu medo era ele achar que menti para ele, conversamos por whats o fim de semana todo, mas eu queria contar pessoalmente, então resolvi esperar até o domingo que eu iria vê-lo para contar tudo.
Domingo chegou e eu não sabia qual seria a reação dele, afinal nem eramos namorados, ainda estávamos nos conhecendo direito, lembro que tínhamos combinado de ir para a virada cultural em SP, me arrumei e fui encontra-lo em Osasco, quando entrei no carro decidi que deveria contar logo de cara, e já fui anunciando "_Preciso te falar uma coisa, estou grávida" ele perguntou se eu estava falando sério, confirmei e nosso programa foi por água a baixo porque nem tínhamos clima mais, fomos para a casa dele para conversar.
Lá eu contei sobre tudo, mostrei os testes e deixei bem claro que ele não era obrigado a fazer parte disso se não quisesse, ele ficou tão chocado quanto eu com a notícia, mas em nenhum momento deu sinal de que me deixaria na mão com essa criança, conversamos por mais de 4 horas sobre o rumo que nossas vidas tomariam e ele deixou claro a todo momento que estaria comigo.
Teste de farmácia e teste de sangue pra não restar dúvida.
Primeiro Ultrassom, mais menos 6 semanas de gestação.
Nesse Ultrassom eu estava com mais ou menos 16 semanas.

E foi assim que descobri que estava grávida, mas ainda tinha tanta coisa por vir que eu nem podia imaginar, mas isso ficará para o próximo post, para quem leu, obrigada e muita luz <3


 
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