Luiza

sábado, 11 de março de 2017 2 comentários
Acho que uma das maiores dúvidas de todos os pais é, que nome dar aos filhos, nós ainda não sabíamos o sexo do nosso bebê e gostávamos de vários nomes, mas nunca dos mesmos, nunca entravamos em um acordo sobre o nome que dar.
Uma vez vi alguém no facebook falar que daria ao filho o nome de Otto, me apaixonei no mesmo momento por aquele nome, Wellington gostou do nome, finalmente um nome que os dois gostavam, mas uns meses depois nos dividimos novamente quando ele surgiu com o nome Heitor, então esses dois eram os favoritos se fosse menino, já para menina eu tinha milhões de nomes na cabeça, os meus favoritos, Catarina e Hermione, mas ele logo os descartou de vez, ele gostava de Maria Eduarda, eu gostava do nome Maria, por coincidência, tanto minha mãe quanto a dele se chamam Maria, mas eu não gostava do Eduarda, mesmo assim por um tempo ficou decidido que se fosse menino seria Otto e se fosse menina seria Maria Eduarda.
Uma noite depois da aula fui dormir na casa dele e ficamos conversando por horas sobre esse assunto, e acabamos entrando no assunto de musicas que levavam nomes de mulheres, não lembro quem falou primeiro, mas eu disse que gostava do nome Luiza, e ele comentou que Tom Jobim tinha uma música com esse nome, amo Tom Jobim mas não conhecia essa música, ele colocou para tocar e naquele momento eu sabia que se fosse menina era aquele nome que eu queria, decidimos manter o Maria, e assim ficou decidido que se chamaria Maria Luiza.
Meus ultrasoon ainda não revelavam o sexo do bebê, então ainda restava a dúvida... 
OTTO ou MARIA LUIZA?


Música Luiza de Tom Jobim.

Minha gestação

quarta-feira, 8 de março de 2017 4 comentários
Minha gravidez desde o início não foi nada fácil, eu odiava estar grávida e para complicar eu tenho duas hérnias de disco, eu sentia tanta dor que mal conseguia mover minha perna esquerda, às vezes eu travava onde quer que eu me deitasse e só conseguia levantar se pudesse usar algo como alavanca ou se alguém me ajudasse, sofro de crises de refluxo de madrugada e não posso jantar porque se não eu acordo de madrugada com dores e vômitos, e na gravidez isso piorou muito, chegava a ter 3 crises por semana, não podia tomar o medicamento que usava por causa da gravidez e meu médico dizia que eu só poderia fazer o tratamento correto depois que o bebê nascesse e que conforme minha barriga fosse crescendo a tendência era piorar meu quadro médico.
Tive aaltos e baixos, eu mal saia de casa, só mesmo para ir ao médico, e comecei a ir cada vez menos para a faculdade, pois não tinha disposição e nem paciência de pegar dois ônibus por quase duas horas.
Eu reclamei muito e nunca escondi de ninguém o quanto estava descontente com isso, o que me fez ser um alvo de julgamentos, pois toda mulher deveria ser feliz e grata por gestar, infelizmente eu não me sentia assim, só chegando na 27ºsemana mais ou menos foi que eu comecei a aceitar melhor o fato de que estava grávida, e minha preocupação começou a ser o parto, eu chorava de medo a noite imaginando as piores cenas possíveis, eu olhava vídeos de partos na internet achando que isso talvez me acalmasse, e por mais que os vídeos me deixassem mais horrorizada eu não consegua parar de vê-los.
A gravidez foi um fardo para mim, mas mesmo assim desde o início eu quis ter aquele bebê, eu já o amava tanto, eu conversava e colocava música antes de dormir, ao que era sempre respondido com chutes, e eu ficava feliz toda vez que os sentia, eu tive uma montanha russa de sentimentos eu odiava estar grávida, mas amava meu bebê desde o início.

Poucos dias antes de dar  a luz.

O início de tudo - Como descobri que estava grávida

sexta-feira, 3 de março de 2017 5 comentários
Para ser fiel a esse blog e a mim mesma tenho que começa-lo contando algumas verdades.
1º Eu nunca quis ter filhos.
2º Fui casada por seis anos e fiz vários tratamentos para engravidar apenas para agradar meu ex-marido na época.
3º Aos 12 anos de idade meu médico falou para minha mãe que eu teria sérios problemas para engravidar e que talvez nunca conseguisse.
4º Aos 26 descobri que eu não ovulava por isso não engravidava.
5º Ultima verdade que nos faz voltar a primeira, por não poder engravidar e descobrir isso cedo demais nunca tive aquela neura de um dia ter que ser mãe, então esse nunca foi um ponto que dei importância na vida.

Dito isso podemos seguir ao real motivo desse blog existir... Engravidei!

Conheci o pai da minha filha em Janeiro de 2016, pasmem, pelo tinder, sim, dá para encontrar gente decente lá, começamos uma relação bacana, contei para ele minha condição e descobri que também não era uma vontade dele ser pai, o que era ótimo, poderíamos continuar uma relação sem essa cobrança.
Minha irmã do meio anunciou que estava grávida no dia 01 de abril, o que nos fez achar ser uma pegadinha por causa do dia que foi anunciada sua gravidez, depois dela afirmar que não era brincadeira, ficamos felizes, pois teríamos um novo bebê na casa.
Um mês e meio depois mais ou menos comecei a me sentir muito mal, mas nunca fui uma pessoa muito saudável, tudo levava a crer que era uma apenas uma virose, eu nem conseguia ir para a faculdade, tudo que queria era ficar deitada o dia todo, pois em pé eu sentia tonturas como se fosse desmaiar a qualquer momento, me sentia cada dia mais fraca, até que um dia minha irmã chegou em casa e perguntou se eu não estaria grávida, minha única reação foi dar risada do absurdo, pois ela havia acompanhado o meu histórico médico a vida toda e melhor que ninguém ela sabia o absurdo que estava falando, meu namorado já havia perguntado na mesma semana se eu não estava grávida porque estava um pouco inchada, mas eu nem quis pensar nisso, era impossível.
Minha irmã me obrigou a comprar um teste de farmácia e fizemos o teste na lanchonete da minha mãe, entrei no banheiro e ainda brinquei "_Não precisa mais, desceu pra mim" e logo em seguida meu riso sumiu do rosto, corri até minha irmã e perguntei já sabendo a resposta.
_Dois riscos é o que? ela respondeu que era positivo, quando a ficha caiu eu comecei a chorar, dizendo que não queria, que era impossível, que aquilo não podia estar acontecendo comigo, eu não sabia nem cuidar de mim, como cuidaria de uma criança? minha mãe ficou sem reação, ela que sempre tem tanto a dizer não falou uma palavra, estava em choque.
Mas eu ainda não estava convencida, liguei para um amigo que trabalhava em um hospital e pedi para ele marcar um exame de sangue para mim, só acreditaria depois disso, mas não teve para onde fugir, o de sangue deu positivo também, já seria apenas um bebê novo na família, mas dois.
Ai veio a parte mais difícil para mim, contar para o pai do bebê, meu medo era ele achar que menti para ele, conversamos por whats o fim de semana todo, mas eu queria contar pessoalmente, então resolvi esperar até o domingo que eu iria vê-lo para contar tudo.
Domingo chegou e eu não sabia qual seria a reação dele, afinal nem eramos namorados, ainda estávamos nos conhecendo direito, lembro que tínhamos combinado de ir para a virada cultural em SP, me arrumei e fui encontra-lo em Osasco, quando entrei no carro decidi que deveria contar logo de cara, e já fui anunciando "_Preciso te falar uma coisa, estou grávida" ele perguntou se eu estava falando sério, confirmei e nosso programa foi por água a baixo porque nem tínhamos clima mais, fomos para a casa dele para conversar.
Lá eu contei sobre tudo, mostrei os testes e deixei bem claro que ele não era obrigado a fazer parte disso se não quisesse, ele ficou tão chocado quanto eu com a notícia, mas em nenhum momento deu sinal de que me deixaria na mão com essa criança, conversamos por mais de 4 horas sobre o rumo que nossas vidas tomariam e ele deixou claro a todo momento que estaria comigo.
Teste de farmácia e teste de sangue pra não restar dúvida.
Primeiro Ultrassom, mais menos 6 semanas de gestação.
Nesse Ultrassom eu estava com mais ou menos 16 semanas.

E foi assim que descobri que estava grávida, mas ainda tinha tanta coisa por vir que eu nem podia imaginar, mas isso ficará para o próximo post, para quem leu, obrigada e muita luz <3


 
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