Meu parto pt.1 - Como descobri que estava em trabalho de parto

sábado, 1 de abril de 2017 Nenhum comentário
Olá pessoas, hoje cheguei ao momento que eu mais queria contar nesse blog, a história do meu parto, para isso teremos que voltar no dia da minha internação, a sorte é que eu tenho um probleminha chamado tirar foto de tudo, então tenho bastante registros dos dias que fiquei no hospital, vou tentar resumir o máximo possível para que esse post não fique longo e maçante de se ler, se eu perceber que ficará muito grande dividirei ele em partes, então vamos lá?

Eu não saberia bem dizer em que momento percebi que havia alguma coisa errada comigo, dizem que a mulher percebe quando o bebê vai nascer, acho que no fundo eu sentia mas não estava sabendo interpretar esses sinais que o corpo nos manda, havia quase duas semanas que eu estava com um corrimento intenso, parecia xixi, minha irmã que ficou grávida na mesma época que eu e já estava na sua segunda gestação me disse que era normal a mulher ter um corrimento na gravidez, então eu fiquei mais tranquila, no dia 21 de outubro eu fui para uma festa de aniversário de uma amiga, onde havia um ex babaca da minha irmã caçula que havia passado o dia todo me enviando mensagens ameaçando minha irmã, quando esse cara chegou na festa eu fiquei muito nervosa e acabei discutindo feio com ele, fui embora sentindo uma mal estar muito ruim, e o corrimento aumentou um pouco naquele dia, mas eu pensei que era apenas o nervosismo e fui dormir na casa da minha mãe, no sábado eu acordei muito melhor e não senti mais nenhum mal estar, o corrimento continuou como antes, no domingo meu namorado veio ficar comigo e dormiu em casa, na segunda feira acordei bem cedo pois eu tinha que ir ao médico do pré-natal levar um ecocardiograma fetal que ele havia me pedido semanas antes pois havia ouvido uma alteração nos batimentos cardíacos do bebê, minha consulta com ele seria apenas dia 4 de novembro, porém ele disse que se o resultado dos exames saíssem antes disso que eu poderia ir antes.
fui tomar banho e percebi que havia sangue na minha roupa íntima, bem pouco, mas eu já percebi ali que aquilo não era muito normal, pois eu só havia tido um sangramento parecido nas primeiras semanas de gestação, avisei sobre isso para minha mãe e meu namorado e fui para o médico, o posto onde eu fiz meu pré-natal era há 10 minutos caminhando da minha casa, porém tem uma ladeira super alta, então decidi ir de ônibus até lá, o ônibus demorou muito e estava calor no dia, comecei a sentir um mal estar e uma pequenas cólicas na barriga, mas durou bem pouco isso e logo eu não senti mais nada, o ônibus acabou vindo depois de quase uma hora esperando. Quando cheguei no posto teve mais uma confusão, eu tinha que pegar uns exames de sangue que havia feito antes de passar na consulta, a moça da recepção entendeu alguma coisa errada e demoraram para me entregar os exames, coisa que a moça da recepção faz em 5 minutos, ai uma enfermeira chama meu nome e me leva para uma sala, e pergunta quando eu ganhei o bebê, eu dei risada sem entender e disse que ainda estava grávida, a enfermeira perguntou se eu não estava ali para tirar os pontos da minha cesárea, eu disse a ela que para isso primeiro eu teria que ganhar bebê, ai expliquei que queria apenas os exames e ela entendeu a confusão da moça da recepção.

Recepção do posto no dia.
Depois disso tudo resolvido, fui para o outro lado do posto na recepção que ficava o ginecologista, informei sobre o encaixe e esperei ser chamada, incrivelmente nesse dia o lugar estava lotado de pessoas para passar em consulta, mas felizmente o Doutor não demorou muito para me chamar, entreguei os exames para ele, conversamos sobre o pré-natal, ele olhou meus exames de sangue e disse que estava tudo normal, eu tinha tido uma anemia leve no inicio da gestação e ele queria conferir se já estava melhor, o ecocardiograma do bebê também estava tudo ok, ai no fim da consulta comentei sobe o sangramento com ele, ele pediu para me examinar, no exame de toque ele fez cara de espanto e disse, você está com 4 centímetros de dilatação e sua bolsa saiu para fora nos meus dedos quando fiz o toque, eu não sabia o que dizer e só perguntei o que isso quer dizer? e ele respondeu, quer dizer que seu bebê vai nascer, lembro ainda de perguntar se era normal já que eu não estava sentindo dor e ele disse que normal não era pois eu estava de 29 semanas, não deia nascer até janeiro e ainda estávamos em outubro, eu não tinha reação, não sabia se chorrava o que fazer, decidi manter a calma, era a melhor escolha, ele chamou uma enfermeira que me levou para uma sala reservada e deu a ela as instruções de me manter deitada e não me deixar fazer movimentos bruscos, que ele ia chamar uma ambulância e disse para eu chamar um familiar.
Mandei mensagens para todos, mas só consegui falar com minha irmã caçula, essa parte da história oi meio engraçada porque teve uma super falta de comunicação, eu estava no posto do nosso bairro, Cidade São Pedro, e seria transferida para o do bairro Fazendinha e lá eu teria que aguardar vaga em algum hospital, porém minha mãe entendeu que eu estava indo para o hospital do centro de Santana de Parnaíba, ficamos meia hora esperando ela chegar no posto, lembram que eu disse no inicio do texto que o posto ficava há 10 minutos da minha casa? como minha mãe não chegava o médico disse para eu ligar e avisar que iríamos sem ela pois não podia esperar mais, no fim das contas minha irmã conseguiu falar com ela e minha mãe já estava no local certo me esperando quando cheguei, o Dr. João foi o máximo, ele largou todos os pacientes que tinha para atender para me acompanhar na ambulância.
Quando cheguei no posto da fazendinha aconteceram mais uma série de fatos complicados, mas esse assunto deixarei para o próximo post, obrigada por acompanhar e não esqueçam de deixar um comentário, beijos de luz.

 
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