Insuficiência Istmo Cervical: Explicando o motivo do meu parto prematuro

sexta-feira, 19 de maio de 2017
Olá pessoas, tudo bem?
hoje quero falar sobre um assunto muito importante e que poucas pessoas conhecem, para que sirva de alerta, que é o IIC (Incompetência ou Insuficiência Istmo Cervical), foi por esse motivo que minha filha nasceu de 29 semanas, porém nem eu sabia e nem os médicos descobriram durante meu pré-natal, só vim tomar conhecimento muito tempo depois.
Neste post vou colocar um texto do site BabyCenter e mais algumas coisas que andei pesquisando.
IIC não é frescura, é coisa séria. Pedindo ao seu obstetra a medição do colo do útero com 8, 12 e 20 semanas de gestação você pode evitar o parto prematuro.


O colo do útero é a parte que faz a ligação com a vagina, uma espécie de "gargalo". Quando a mulher não está grávida, o canal cervical tem um buraquinho, pelo qual passam o fluxo menstrual e o esperma. 
Durante a gravidez, forma-se um tampão de muco e secreção para fechar essa abertura, protegendo o útero de infecções.
Numa gravidez normal, o colo do útero permanece firme, comprido e fechado até as últimas semanas. 
Só então começa a amolecer, afinar ("esvaecer", no termo técnico, ou "apagar") e dilatar (abrir), preparando-se para dar passagem ao bebê no parto vaginal. 

O que significa ter insuficiência istmo-cervical?

Ter insuficiência (ou incompetência) istmo-cervical (IIC) quer dizer que seu colo do útero é mais fraco ou curto que o normal. Ele tende a dilatar e afinar sem que haja contrações ou dor, só pelo peso do bebê. 
O problema é que a dilatação pode acontecer rápido demais e o bebê nascer muito antes do tempo, ainda no segundo trimestre. 
Nessa fase da gestação, a criança tem poucas condições de sobreviver fora da barriga, e pode acontecer o chamado aborto espontâneo tardio.
Ou então o parto pode ocorrer já no terceiro trimestre, mas o bebê ainda é muito prematuro (com menos de 32 semanas de gravidez), o que pode causar problemas à saúde dele.

Como vou saber se meu colo do útero é fraco ou não?

Infelizmente, o diagnóstico não é tão simples e se baseia, principalmente, no histórico de gestações anteriores. 
Já ter sofrido aborto tardio ou parto muito prematuro, sem que houvesse outras causas, são fatores de risco. 
"Normalmente, o principal indício de insuficiência cervical é já ter tido dilatação do colo uterino sem sentir dor", explica o obstetra Marcelo Nomura, do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti (CAISM/Unicamp). 
O ideal é que depois da experiência -- e antes de engravidar de novo -- você converse com o ginecologista e investigue o problema. 
Se os riscos forem detectados antes da gravidez, será mais fácil administrar o caso e pensar em procedimentos que evitem perdas (leia o próximo item).
Caso o médico considere que você pode estar com insuficiência cervical, pode pedir mais ultrassons transvaginais desde o começo da gravidez para acompanhar o colo do útero e procurar sinais de "apagamento" (afinamento). 
Quanto mais curto estiver o colo do útero, maior é a possibilidade de haver parto prematuro ou aborto tardio, dependendo do tempo de gravidez. 
A maioria dos especialistas considera que o colo é curto quando mede, na época do ultrassom morfológico, menos de 2,5 cm, embora haja pesquisas mais antigas com referências a 2 cm. 
Mas saiba que nem toda situação de colo curto leva a um parto prematuro. E nem todo colo curto é indicação de insuficiência cervical. 
"Há graus diferentes de insuficiência cervical, assim como acontece com a insuficiência cardíaca ou respiratória", afirma o médico obstetra. 

Como agir em caso de insuficiência cervical?

Caso o médico detecte o problema, algumas providências podem ser tomadas:

*Quando a dilatação é observada no terceiro trimestre, o obstetra pode receitar injeções de corticosteroide para ajudar a amadurecer os pulmões do bebê.

*Outra medida de prevenção é a mãe ficar em repouso absoluto, deitada, para evitar que o colo do útero sofra a pressão do peso da criança. 

*Como não há comprovação científica de que repouso realmente possa ajudar, é uma medida que nem todo médico recomenda hoje em dia. Muitos profisisonais preferem aconselhar a mãe a diminuir o ritmo, não carregar peso e procurar alternar momentos de atividade com algum descanso.

*Suplementação de progesterona natural em alguns casos. A progesterona é um hormônio produzido nos ovários e que ajuda a manter a gestação até o fim.

É verdade que dá para costurar o colo do útero?

Sim. Existe um procedimento chamado cerclagem, ou ainda circlagem, que ajuda a manter o colo do útero fechado. 
É mais eficaz quando feito em mulheres que sabidamente já sofrem do problema, ou seja, que já tiveram mais de um aborto tardio ou parto prematuro sem explicação. 
Nesse caso, a cerclagem costuma ser feita entre 13 e 16 semanas, antes que as alterações no colo do útero sejam muito visíveis.
Fazer a cerclagem depois da detecção da insuficiência istmo-cervical é mais controverso. Alguns especialistas alegam que, além de poder não funcionar, o procedimento traz riscos que podem acabar provocando o próprio parto prematuro: infecção, ruptura da bolsa e irritação do útero, causando contrações. 

Como é a cerclagem? O que acontece depois?

A cerclagem é feita no hospital, com anestesia, e muitas vezes a mulher pode ir para casa no mesmo dia. Ela pode receber, pela veia, medicamentos para inibir contrações, durante algumas horas. 
O médico deve receitar repouso nos dias seguintes, e é possível que você sinta um pouco de cólica, sensação de peso na região pélvica ou tenha um leve sangramento. 
Você será acompanhada atentamente até as 36 ou 37 semanas de gravidez, quando o ponto será retirado em consultório. A partir daí, pode ficar mais tranquila para esperar o trabalho de parto começar sozinho.
Existe também um dispositivo chamado pessário, que pode ser usado junto ou em substituição à cerclagem. 
Ele pode ser de materiais e formatos diferentes, e parece ser positivo, embora ainda faltem estudos para comprovar sua eficácia.

Quem corre mais risco de ter insuficiência do colo do útero?

*São motivos para ter atenção especial ao colo uterino:

*Se você já sofreu um aborto espontâneo no segundo trimestre, ou teve um parto prematuro sem causa aparente.

*Se você já se submeteu a um procedimento para retirada de lesões pré-cancerosas no colo do útero, como a conização ou biópsia em cone.

*Se você teve alguma lesão no colo do útero num parto anterior ou numa curetagem, ou fez aborto.

*Se você tem um colo do útero anormalmente curto.

Fonte: BabyCenter




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